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Consultas médicas pelo WhatsApp: como manter a segurança de dados?

As comunicações estão cada vez mais rápidas e é muito comum que as pessoas queiram resolver todo tipo de coisa por mensagens. Mas, será que é possível fazer consultas médicas pelo WhatsApp? Como fica o cuidado com os dados dos pacientes nesses casos?

Acompanhe este artigo no qual explicarei a você como usar melhor o WhatsApp para atender e cumprir a legislação vigente!

É permitido fazer consultas médicas pelo WhatsApp?

O Conselho Federal de Medicina já se manifestou favoravelmente, permitindo as comunicações por WhatsApp tanto entre médico e paciente quanto com outros colegas. Cumpre ressaltar, no entanto, que o atendimento remoto sempre é secundário, não substituindo o contato presencial com o paciente.

As consultas médicas pelo WhatsApp podem ser usadas para um esclarecimento rápido. Elas são úteis especialmente no pós-consulta, quando a devida anamnese já foi feita presencialmente.

Quais são as obrigações dos médicos na proteção de dados dos pacientes?

O Código de Ética Médica prevê, em seu capítulo IX, as condutas vedadas ao médico e que configuram violação de sigilo profissional. Além das já bastante conhecidas questões éticas, também deve-se observar atualmente o previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.079/2018.

A LGPD prevê um tratamento especial para os chamados dados sensíveis. Nesta categoria estão incluídas as informações médicas das pessoas, por isso é importante prestar ainda mais atenção na forma de armazenamento e divulgação dos dados dos pacientes.

Como manter a confidencialidade dos dados de pacientes no WhatsApp?

O WhatAapp conta com criptografia de ponta a ponta. Assim, as comunicações entre as partes são praticamente impossíveis de interceptar. No entanto, o compartilhamento das mensagens é livre. Nesse momento, é importante tomar alguns cuidados:

  • utilizar medidas de segurança no telefone e computador utilizado para acessar o WhatsApp, como autenticação por senha, antivírus e programas originais e autorizados;
  • exportar o histórico de mensagens trocadas com o paciente para e-mails que também utilizem criptografia, dando preferência a serviços pagos, pois algumas plataformas gratuitas exigem o acesso ao conteúdo dos e-mails como contrapartida;
  • salvar o conteúdo das comunicações, prontuários etc. apenas em servidores seguros e que contem com protocolos avançados de segurança da informação;
  • compartilhar informações sobre casos de pacientes apenas com colegas de confiança, mantendo o profissionalismo;
  • nunca compartilhar informações de pacientes com pessoas que não sejam médicas;
  • nunca compartilhar informações de pacientes em grupos cuja finalidade não é estritamente profissional, mesmo que seja composto apenas por médicos.

As consultas médicas pelo WhatsApp já são uma realidade para a maioria dos profissionais. Trata-se de uma forma de comunicação rápida, que permite o esclarecimento de dúvidas e o fornecimento de orientações aos pacientes sem a necessidade de aguardar por uma consulta.

O uso desse meio de comunicação, no entanto, não afasta o dever dos médicos de preservar o sigilo das informações de seus pacientes. Por isso, é importante tomar cuidado com as informações recebidas da mesma forma que se cuida de todos os registros do consultório.

Gostou do artigo? Para aprender mais sobre o assunto, veja também o texto sobre como a Lei Geral de Proteção de Dados afeta a área da saúde!

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